camilo

Pedi que me confirmasse qual era o monte córdova e fotografei-o da janela do quarto. À minha direita, a estreita cama de camilo, atrás de mim o escritório com a secretária em que o escritor depunha os seus fantasmas e com eles conversava nas noites de insónia, as que se transformaram em obra e as outras em que nada saía perfeito. E deviam ser muitas.
No andar de baixo, já tinha visto a cadeira, o relógio e o espelho que testemunharam o fatídico primeiro de junho de 1890. O conselho do médico para que camilo mudasse de ares marcou o ponto final, a última hora, mesmo que o relógio continuasse a trabalhar, como continua naquele museu familiar, casa de amores finalmente consentidos. A plácido sentada cá fora no banco de pedra a fumar charuto, o pequeno jorge a brincar nos ramos da acácia que escolhe o momento para nascer, como ele o escolheu para morrer depois de escrever a tempo inteiro quilómetros de palavras com a mesma marca de água.
O convite para o século dezanove é feito logo à entrada pela voz do guia. Como se camilo e ana tivessem saído há minutos e nós, em lá chegando, fôssemos convidados a ouvir o trabalhar do relógio caricaturalmente realista das primeiras páginas de eusébio macário. Notem os cortinados singelos, a louça; reparem no espelho que viu, assistiu; a cadeira onde.
No andar de baixo, já tinha visto a cadeira, o relógio e o espelho que testemunharam o fatídico primeiro de junho de 1890. O conselho do médico para que camilo mudasse de ares marcou o ponto final, a última hora, mesmo que o relógio continuasse a trabalhar, como continua naquele museu familiar, casa de amores finalmente consentidos. A plácido sentada cá fora no banco de pedra a fumar charuto, o pequeno jorge a brincar nos ramos da acácia que escolhe o momento para nascer, como ele o escolheu para morrer depois de escrever a tempo inteiro quilómetros de palavras com a mesma marca de água.
O convite para o século dezanove é feito logo à entrada pela voz do guia. Como se camilo e ana tivessem saído há minutos e nós, em lá chegando, fôssemos convidados a ouvir o trabalhar do relógio caricaturalmente realista das primeiras páginas de eusébio macário. Notem os cortinados singelos, a louça; reparem no espelho que viu, assistiu; a cadeira onde.
A arma encontra-se na igreja da lapa, na cidade do porto. O manuscrito do amor de perdição pertence ao real gabinete português de leitura, no rio de janeiro. Sem preço.
foto: casa camilo, s. miguel de seide
Bom tarde, boa tarde!
ResponderEliminarObrigadíssima, Clarinda: pelas palavras e pelo tão sempre alegre acompanhar do meu trabalho. É um prazer sabê-lo.
Um bem-lhe-haja.
Abraços e outros mais cumprimentos,
Patrícia
Olá Patricia,
ResponderEliminarTudo de bom para ti!
como já te disse, li quase todos os livros de Camilo."Maria Moisés" talvez seja um dos preferidos.
ResponderEliminarA casa dele nunca fui.
bjs.
Não conheço esse livro de que falas, mas um dia devo lê-lo.
ResponderEliminarA casa de Camilo é uma delícia...quem sabe um dia a visitas.
bjs