
Nem eu nem nós de modéstia podemos anunciar a primavera.
Se a primeira pessoa cansa e a segunda sempre tarda
só a terceira, subsidiada pela insegurança da palavra, está indicada para nomear
a flor mais harmoniosa, o pássaro mais insaciável,
o céu a terra e o oceano espraiados no mais franco olhar.
Mas a terceira pessoa são tantos candidatos
tantas as vozes. Já não sei se é drummond, eugénio, ou muitos outros versos, pedacinhos de versos, palavras. Ah! Palavras
tudo o que existe no orvalho de primavera que começa a colorir cada manhã.
Há três dias, no Restelo, encontrei uma amendoeira vestida de flores delicadas. E lembrei-me dos campos branco-rosa, do sul...
ResponderEliminarAté isso havia esquecido.
bjs.
Olá!
ResponderEliminarAcontece tantas vezes passarmos ao largo das pequenas grandes coisas que nos ensinam a viver em plenitude.
Beijinhos