
É o tempo das palavras de punhal que eugénio deixou num verso do seu poema. Como ele, gostaria de as ver de cristal,
talvez um incêndio, ou orvalho, mas não encontro essas, perdidas que andam nas certezas de cada noite de cristais outros, memórias do ovo da serpente. Memórias.
As que se enterram abismo dentro não são secretas, nem inseguras, nem desamparadas, nem leves,
nem inocentes. Muito menos lembram barcos ou beijos, mas as águas estremecem como num prenúncio.
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