
Somos essa palavra que serpenteia como um rio os recantos de um país próximo e distante. Disse américa do norte, mas podia ter sido o oriente de ganesh, o deus elefante em que prendi os olhos para me ver por dentro e gritar a língua como quem desfaz em pedacinhos na alma ainda quente o último bilhete de amor.
Vejo corações pelo chão e pergunto a quem passa se o perdeu ou se o encontrou. As pessoas riem aparentemente felizes e confirmam que no dia dos namorados os corações têm direito a abandonar o corpo e a colar-se nos empedrados. Digo-lhes que são de papel esses corações e finjo que não acreditam no que digo para poder calcar um e confirmar que não se desfaz numa poça de sangue. Evito pisar o meu.
Nunca mais direi que te amo. As letras desse verbo já não se combinam com nenhum gesto. Tresvariadas e intransitivas, vagueiam no entardecer reverenciando lúcifer em quem tocaram antes das asas se liquefazerem e os passos recolherem ao silêncio da cela.
foto: museu do oriente, lisboa
É uma proliferação de corações e diabinhos vermelhos, nestes últimos dias! Um dia que não deveria ter dia...
ResponderEliminar(ontem o meu dia acabou às 3 e tal da manhã, hoje será pior...)
bjs.
Sucede que a escola esteve cheia de corações de cartolina, excesso de corações de cartolina vermelha...
ResponderEliminarJá acalmou tudo?
Beijinhos
Fui, no domingo. Gostei sobretudo do primeiro piso.
ResponderEliminarGanesh...
bjs.
Que bom, moriana, cumpriste a promessa.
ResponderEliminarSim, Ganesh...
Beijinhos